

A Polícia Federal afirma que a outorga, ou seja, a autorização para funcionamento da empresa Pixbet, no valor de R$ 30 milhões, foi paga com dinheiro ilícito. A Operação Arena, deflagrada na quinta-feira (13) para investigar a conduta da empresa, apura um suposto esquema de evasão de divisas e lavagem de dinheiro por meio de apostas esportivas.
De acordo com as investigações, a atuação nacional da Pixbet com base em licenças estaduais foi invalidada pela Justiça em 2025. No entanto, a empresa conseguiu uma outorga junto ao Ministério da Fazenda, no valor de R$ 30 milhões.
Para a PF, a soma do valor é fruto de exploração ilícita, desde 2012, por meio de jogos por apostas fixas remetidas para uma empresa que nunca existiu. Ou seja, a lei que habilita a exploração da atividade da Pixbet foi paga com dinheiro fruto da exploração ilegal da atividade.
As investigações também apontam que todo o processo de envio do dinheiro para exterior era fruto de uma simulação, ou seja, dinheiro evadido.
O g1 entrou em contato com a defesa da Pixbet. A defesa da empresa disse que não teve acesso a determinação que autorizou a operação e que foi “pega de surpresa”. A defesa disse ainda que, quando tiver acesso a decisão, vai se manifestar.
O Ministério da Fazenda determinou a suspensão imediata da operação da Pixbet, empresa de apostas esportivas com sede em Campina Grande, na Paraíba. A medida cautelar também estabelece o cancelamento das apostas em curso e a devolução dos valores apostados aos usuários.
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