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Surto de ebola se propaga em velocidade inédita, diz agência de saúde

Sem imunizante ou terapia específica para a variante Bundibugyo, especialistas estimam que o número de infecções dobre aproximadamente a cada 28 dias no epicentro da epidemia.

Por: Redação Fonte: G1
09/07/2026 às 22h48
Surto de ebola se propaga em velocidade inédita, diz agência de saúde

O surto de ebola, declarado oficialmente em 15 de maio na República Democrática do Congo (RDC), está se espalhando mais rapidamente do que qualquer outro anterior, afirmou nesta quinta-feira (9) o África CDC – a agência de saúde da União Africana (UA).

Até terça-feira (7), haviam sido registradas 600 mortes em um total de 1.759 casos confirmados na RDC desde o início do surto atual, informou a Organização Mundial da Saúde (OMS), acrescentando que a situação permanece estável no país vizinho Uganda, também ameaçado.

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"Infelizmente, o vírus continua a avançar mais rápido do que a nossa resposta. Ele está se espalhando de forma mais veloz do que os recursos para controlar a situação estão sendo mobilizados", disse Wessam Mankoula, chefe de operações de emergência do África CDC.

No leste da RDC, considerado o epicentro desta epidemia, o número de casos continua a aumentar de forma constante. Neste cenário, estima-se que o volume dobre a cada 28 dias, aproximadamente, segundo Mankoula. 

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"Estamos enfrentando o surto de ebola de propagação mais rápida já registrado. Não apenas entre a epidemia do vírus Bundibugyo (causador da doença), mas entre todos os diferentes vírus que causam o ebola", acrescentou o médico durante uma coletiva de imprensa online.

Transmitido pelo contato com fluidos corporais de indivíduos vivos ou falecidos, o ebola causa febre hemorrágica nos pacientes. A doença matou mais de 15 mil na África nos últimos 50 anos. Na República Democrática do Congo, a epidemia mais letal vitimou quase 2.300 pessoas entre 2018 e 2020.

Este é o 17º surto de ebola na RDC, no entanto, não existe vacina nem tratamento específico para a variante Bundibugyo. Um ensaio clínico envolvendo dois tratamentos teve início em 2 de julho, segundo a OMS.

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