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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

Projeção está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027. O valor, entretanto, ainda pode mudar; o salário mínimo definitivo só será conhecido em dezembro deste ano.

15/04/2026 às 17h39 Atualizada em 15/04/2026 às 17h45
Por: Redação Fonte: G1
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Governo propõe salário mínimo de R$ 1.717 em 2027

O governo federal estima que o salário mínimo suba para R$ 1.717 em janeiro de 2027, com pagamento a partir de fevereiro.

A projeção está no projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias (PLDO) de 2027, enviado nesta quarta-feira (15) ao Congresso Nacional.

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?A LDO é a norma que define as metas e prioridades do governo para o ano seguinte. Ela precisa ser aprovada pelo Congresso e orienta a elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA), que representa o Orçamento do ano.

  • Atualmente, o salário mínimo está em R$ 1.621, após um reajuste de 6,79% concedido neste ano
  • Com isso, o reajuste do salário mínimo em 2026, se confirmada a projeção da área econômica, será 5,92%, o equivalente a R$ 96.

O valor, entretanto, ainda pode mudar. O salário mínimo definitivo só será conhecido em dezembro deste ano — quando será divulgado o INPC de novembro. 

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Cálculo do reajuste

Pelo formato adotado, o reajuste corresponde à soma de dois índices:

  • a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) em 12 meses até novembro – como prevê a Constituição;
  • o índice de crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) dos dois anos anteriores. No caso de 2027, vale o PIB de 2025 -- que somou 2,3%. 

No governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, a correção do salário mínimo se dava apenas pela inflação do ano anterior, sem aumento real.

 

No início do terceiro mandato do governo Lula, o salário mínimo passou a ser corrigido pela inflação do ano anterior, mais o PIB de dois anos antes (modelo do governo petista de Dilma Rousseff).

Em 2024, porém, o governo propôs, e o Congresso aprovou, uma limitação do aumento real (acima da inflação) a um teto 2,5% (o mesmo do arcabouço fiscal para as demais despesas).

A medida tem como objetivo adequar o crescimento do piso salarial do país aos limites definidos pelo novo arcabouço fiscal. O teto vale entre 2025 e 2030.

Referência para 61,9 milhões de pessoas

De acordo com informações divulgadas em maio pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), o salário mínimo serve de referência para 61,94 milhões de pessoas no Brasil.

O Dieese calcula que 29,27 milhões de beneficiários do INSS têm seus rendimentos atrelados ao salário mínimo.

"O peso relativo da massa de benefícios equivalentes a até um salário mínimo é de 46% e corresponde a 70,8% do total de beneficiários, segundo o Boletim Estatístico da Previdência de setembro de 2025", informou o Dieese, em janeiro deste ano.

Além dos trabalhadores que, por contrato, recebem um salário mínimo (ou múltiplos do mínimo), há também as aposentadorias e benefícios como o Benefício de Prestação Continuada (BPC) vinculados ao mesmo valor.

90 anos de história

Instituído em janeiro de 1936 no governo Getúlio Vargas por meio da lei 185, o salário mínimo completou 90 anos de existência no começo deste ano.

"Embora deï¬Ânido em 1936 com base nas necessidades alimentares do trabalhador e da trabalhadora, logo se percebeu que a legislação precisava especiï¬Âcar que o salário mínimo deveria ser aplicado a homens e a mulheres, e mais tarde que deveria considerar as necessidades das famílias trabalhadoras. Ao longo dos anos, porém, seu valor veio sendo corroído, atendendo cada vez menos às necessidades básicas do trabalhador e da trabalhadora", avaliou o ministro do Trabalho, Luiz Marinho, em publicação do Dieese sobre o tema. 

O próprio Dieese calcula que o salário mínimo mínimo mensal necessário para a manutenção de uma família de quatro pessoas deveria ter sido de R$ 7.425,99, ou 4,58 vezes o mínimo reajustado em R$ 1.621.

O cálculo leva em consideração a determinação constitucional que estabelece que o salário mínimo deve ser suficiente para suprir as despesas de um trabalhador e da família dele com alimentação, moradia, saúde, educação, vestuário, higiene, transporte, lazer e previdência.

Ajuste das contas públicas

Economistas ponderam, entretanto, que o reajuste real do salário mínimo, ou seja, acima da inflação do ano anterior, é um fator de forte aumento de gastos públicos — o que pressiona para cima a taxa de juros da economia e prejudica o crescimento sustentado do país.

A recomendação de alguns analistas é de que o governo volte a adotar o formato anterior, do governo Bolsonaro, sem alta acima da inflação, ou seja, "desindexe" a correção do salário mínimo do PIB.

Somente a limitação do aumento real do salário mínimo a 2,5%, proposta da equipe econômica do governo Lula no fim de 2024, por exemplo, gerou uma redução de gastos com pagamento de benefícios previdenciários e assistenciais de R$ 110 bilhões entre 2025 e 2030.

Estudo do consultor de Orçamento da Câmara, Paulo Bijos, ex-secretário de Orçamento Federal, estima uma redução de gastos acima de R$ 1 trilhão em dez anos com a correção do salário mínimo apenas pela inflação do ano anterior.

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